Nesta última sexta feira (16/10) a vereadora Maria José participou de manifestação da comunidade seropedicense contra o aterro sanitário na abertura da 1ª Conferência de Saúde Ambiental na UERJ. Faixas e camisas expressavam o sentimento da população com mensagens que diziam “Lixo dos outros em Seropédica NÃO”; “Protejam o AQUÍFERO de Seropédica”; “Seropédica será o que seu povo quer: JUSTIÇA e “Seropédica merece respeito”.
A vereadora, que é Presidente da Comissão Permanente do Meio Ambiente da Câmara, comemora a entrada em vigor de Emenda a Lei Orgânica de sua autoria e que teve a adesão da maioria dos vereadores. Com a Emenda já em vigor o Aquífero de Piranema está protegido e Seropédica respira aliviada pois agora a Lei Orgânica considera de proteção ambiental área de aqüíferos, nascentes de água, olho d’água, córregos, cachoeiras, rios, cascatas e lagoas e proíbe a instalação de aterros sanitários e empreendimentos destinados à recepção, tratamento e depósito final de resíduos sólidos urbanos e industriais, de serviços de saúde, entulho proveniente de atividade da construção civil e similares sobre área de aqüífero, às margens ou área de influência de nascentes de água, olho d’água, córregos, cachoeiras, rios, cascatas e lagoas.
Seropédica deve cuidar de desenvolvimento que atenda aos reais interesses da população, e aterro sanitário das proporções pretendidas, além de ameaçar uma importante reserva de água do Estado do Rio de Janeiro engessa o desenvolvimento do município pois imobiliza uma área nobre para a expansão urbana e atividades comerciais e industriais.
Maria José como Presidente da Comissão Permanente do Meio Ambiente oficiou a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) à Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) e ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) expondo aspectos técnicos (juntou parecer da UFRRJ e do Grupo de Apoio Técnico – GATE) e jurídicos, bem como o interesse do Município de Seropédica, que apontam como insustentável a implantação de aterro sanitário em Seropédica na forma pretendida pela Empresa que deu entrada no licenciamento no INEA. A vereadora acredita que diante da ameaça que representa o empreendimento para o Meio Ambiente a contrariedade às leis ambientais e do Município, os Órgãos ambientais do Rio de Janeiro devem suspender o licenciamento do empreendimento.
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