A vereadora Maria José encaminhou à Mesa Diretora em sessão do dia 23 de setembro uma indicação para que através da Secretaria de Obras e Equipe de Arquitetura e Urbanismo da Prefeitura, proceda a manutenção, arborização e ajardinamento das praças do município.
Segundo a vereadora a organização da cidade e o seu aspecto visual tem impacto direto na autoestima dos cidadãos e cidadãs do município, “é sabido que nosso município vive hoje toda sorte de problemas e carências de serviços, no entanto a melhoria das praças e áreas de lazer, com limpeza, conservação de bancos e arborização associado à jardins floridos, fará nosso povo se sentir valorizado e mais feliz, despertando nos jovens o amor pela cidade e pela natureza, com reflexo na qualidade de vida da população”, afirmou Maria José.
A parlamentar sempre preocupada com a natureza ainda acrescentou, “temos que dar a nossa cidade um ar de primavera, tornando-a mais bonita e agradável aos nossos olhos e dos nossos visitantes, destacou a presidenta da Comissão Permanente de Meio Ambiente.
Em homenagem a chegada de mais uma primavera a vereadora relembra uma poesia de Cecília Meireles.
Primavera
Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto do livro: "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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A decisão de ontem do TRE, favorável a cassação dos titulares do poder executivo de Seropédica ajudá-nos a entender o marasmo em que encontrava-se este poder. Parece que todos já esperavam por este desfecho. Porém, o povo de Seropédica terá que ter um pouco de paciência até ver renascer a esperança de mudança nessa esfera de poder do nosso município. É que a justiça permite que os réus recorram. Fica a certeza de que o crime pelo qual os réus estão respondendo não é o mais grave dos seus currículos. O mais grave é o estado de abandono em que o município foi deixado, e ainda, a conivência com a instalação de empreendimentos sórdidos e danosos para nossa cidade.
ResponderExcluirMarcelo.